Arquivo de Junho de 2008
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Do Estadão de hoje:
“Apesar do crescimento estrondoso nos últimos anos em número de cursos e alunos - mais de 700% e 300%, respectivamente -, concursos públicos e estatais ainda resistem em aceitar tecnólogos entre seus funcionários. Os cursos superiores de tecnologia, como o próprio nome diz, dão formação em nível superior, como qualquer outra graduação. A diferença é que seus currículos são focados no mercado de trabalho, menos abrangentes, o que torna o curso mais rápido de ser concluído.”
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Há um ditado que diz que não existe almoço grátis. Os cursos para tecnólogos tem algo como 1600 horas de currículo mínimo, o que corresponde a pouco mais da metade que diversos cursos tradicionais de graduação. Ou seja, são formações bem distintas. E as empresas parecem estar privilegiando a formação tradicional. Não tenho certeza se isso é preconceito como muitos acham. Tive a chance ao longo da minha vida de administrar uma disciplina cuja carga horária declinou estupidamente ao longo do tempo, indo de 8 horas-aula semanais para apenas 2. É uma unanimidade entre os docentes que a formação dos alunos saiu prejudicada. Então é possível que boa parte dos concursos atualmente esteja focando em uma formação mais aprofundada; caso contrário, o mercado aceitaria em larga escala os tecnólogos (inclusive porque poderiam pagar salários menores alegando que é um curso mais rápido).