Ontem ocorreu o I Forum Democracia e Liberdade de Expressão promovido pelo Instituto Millenium. Há um pequeno vídeo com um dos debates no site do IM:
http://www.imil.org.br/

O Estado de São Paulo disponibilizou gratuitamente um arquivo de mais de 250.000 páginas de documentos do seu acervo. Incluem jornais, revistas. cartas e anuários estatísticos dos séculos XIX e XX. Futuramente algumas milhares de fotos também serão disponibilizadas. Vale a pena conferir:

www.arquivoestado.sp.gov.br

Alexandre Lourenço

José Mindlin e a Brasiliana Digital

Eis o site da Brasiliana Digital, projeto administrado pela USP com o objetivo de compilar todo tipo de documento acerca da história e cultura brasileira, e que teve como ponto de partida a biblioteca do recém falecido bibliófilo José Mindliln, que doou seu valioso acervo à USP:


http://www.brasiliana.usp.br/bbd

Embora não seja um texto do próprio Newton, é de um conteporâneo seu (escreveu 20 anos após a morte dele) chamado William Stukeley, acerca da famosa história da maçã. O manuscrito (em letra cursiva é de 1752 e pode ser acessado no site Royal Society de Londres:
http://royalsociety.org/turning-the-pages

Além desse texto, o site tem vários outros originais (fac-similes) à disposição.

O Instituto Millenium está promovendo, aqui em São Paulo, um Fórum para discutir democracia e liberdade de expressão. Em tempos de Hugo Chaves, Evo Morales e o Plano Nacional de Direitos Humanos do governo Lula, essa discussão é muito bem vinda e necessária. Eis o Link:
http://www.libermaneventos.com.br/clientes/forum/oevento.html

Alexandre Lourenço

Publish or Perish

Nova crônica na Versátil Magazine.

Desta vez a ciência dá o ar da graça…

http://issuu.com/versatil.magazine/docs/vm14_site

Dia 11/02/10 a Folha divulgou a lista das escolas que tiveram pólos de ensino à distância fechados pelo MEC e foram obrigadas a cortar vagas para o vestibular:

polos ead - polos ead

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u692464.shtml

(UNIP: Universidade Paulista; UNISA: Universidade de Santo Amaro; UNESA: Universidade Estácio de Sá; FINOM: Faculdade do Noroeste de Minas; CESUMAR: Centro Universitário de Maringá)


Em gráfico, para dar idéia da contribuição de cada escola:

grafico polosead - grafico polosead


Olhar apenas o número de pólos fechados pode dar uma falsa idéia de problemas. É preciso olhar o tamanho da escola em número de alunos para uma análise mais apurada e precisa:

escolas alunos - escolas alunos


Agora, cruzando os dados:

polos por alunos - polos por alunos


Escolas maiores tendem a ter um maior número de pólos, o que faz com que o número de pólos fechados seja proporcional a essa dimensão. Exemplo: uma escola que tem 100 polos e tem que fechar 10 deles teve problema com 10% dos pólos. Outra que tem 10 polos e teve que fechar 8 teve problemas com 80% dos seus pólos. Mas quando colocamos os dados apenas do fechamento dos pólos, eles parecem próximos (10 x 7). A verdade é que não são: a segunda tem uma estrutura muito mais problemática do que a primeira. Não sei o número TOTAL de pólos de cada escola, mas podemos SUPOR que quanto maior o número de alunos presenciais, maior a envergadura da escola também no EAD. Essa é uma suposição passível de falhas, mas é melhor do que pegar os números brutos dos pólos fechados. Segundo essa nova abordagem dos dados, a escola com mais problemas nos pólos não seria a Unip como o número absoluto de pólos parece mostrar, mas a Unisa que tem um número de alunos presenciais pequeno - dados do próprio MEC que podem ser verificados no arquivo do UOL http://download.uol.com.br/educacao/estatisticas/2008_censoeducsuperior_presencial.xls)

Mas temos que considerar que uma escola pode ter optado por ter um ensino à distância sofisticado e de larga escala, enquanto mantém um número pequeno de alunos presenciais. Isso subverteria a lógica acima e precisa ser levado em conta. De qualquer maneira, dada a divulgação ampla na imprensa e sua repercussão, certas ou erradas, essas escolas estão tendo um prejuízo na sua imagem junto ao seu público-alvo.

Agora resta esperar pelas justificativas de cada escola para esse resultado.

A notícia original pode ser consultada em http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u692464.shtml

Alexandre Lourenço

Universidades particulares chegam ao Procon

Sempre achei que a imprensa é incrivelmente omissa de comentar a qualidade do ensino privado. Não sei se isso tem a ver com o fato que uma boa fatia dos anunciantes vem dessas escolas. Mas isso vem mudando pouco a pouco, e elas começam a aparecer na mídia. Como nesta estréia de duas universidades privadas no Procon, relatada pelo Estado de São Paulo em 06 de fevereiro:


UNINOVE E UNIBAN LIDERAM QUEIXAS NO SETOR

Em três anos, reclamações no Procon contra as universidades cresceram 545% e 213%.
http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,uninove-e-uniban-lideram-queixas-no-setor,507166.htm

Alexandre Lourenço

Produção científica: os BRICs e os EUA

Ontem a Folha de São Paulo publicou matéria sobre a produção científica mundial, dando destaque para a queda na produção científica da Rússia (http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2010/01/27/antiga-gigante-producao-cientifica-russa-perde-volume-e-e-ultrapassada.jhtm). Adaptei os dados fornecidos pelo jornal:

prod ciencia1 - prod ciencia1


Não são os maiores produtores mundiais; apenas o maior produtor (EUA) e os BRICs. Olhando assim, parece que a Rússia despencou de um prédio de trinta andares, mas esses dados podem ser apresentados de outras maneiras, como por exemplo, quantidade de habitantes por artigo:

prod ciencia2 1 - prod ciencia2 1


Creio que essa é uma forma muito mais representativa e significante de fazer a comparação. Um país como a China, que tem quase 25% da população mundial, deveria ter uma produção científica relativamente compatível com esse tamanho. Mas não é o que acontece. O Brasil está melhor que a China em termos relativos, embora a produção científica em termos absolutos tenha o seu impacto. E a Índia está pior que todos os BRICs.

Duas coisas que eu gostaria de ressaltar aqui.

Primeiro, a importância da estatística para entender a realidade. Uma mera mudança na apresentação dos dados provoca uma modificação substancial nas colocações dos países e na interpretação que fazemos a partir deles.

Segundo, a importância do contexto para avaliar determinado dado. Olhando a tabela anterior, fica-se com a impressão que estamos pior que a Índia, o que não é verdade. Aliás, apenas para ilustrar isso, trascrevo aqui o trecho de um livro que li nestas férias, “Descubra o seu economista interior” de Tyler Cowen. Um livro excelente, gostoso de ler e com tiradas de humor sensacionais. Vejam o trecho:

texto economista interior - texto economista interior


Como se vê, não há muito termo de comparação entre Índia e Brasil no campo da miséria social. As páginas seguintes descrevem mais, mas isso já dá uma boa noção de proporção.

economista interior - economista interior

Alexandre Lourenço

Currículo ou burrículo?

Saiu meu novo ensaio no site do Instituto Millenium:
http://www.imil.org.br/artigos/curriculo-ou-burriculo/

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